quinta-feira, 11 de março de 2010

Seremos todos conservacionistas?

"Na conferência que proferiu na semana passada em Aveiro, o professor Fernando Vallespin, da Universidade Autónoma de Madrid, defendeu que a grande mutação ideológica a que assistimos hoje, depois da crise, ou das várias crises, dos últimos dois anos vai no sentido de nos tornar a todos "conservacionistas". Ou seja, todos os quadrantes ideológicos, de esquerda ou de direita, tenderão a partir de agora a insistir na preservação do que foi adquirido e já não na transformação do existente. Contra a ideologia do futuro melhor e de uma prosperidade sem fim, passará a predominar a defesa do existente: dos níveis de vida já alcançados, do emprego, da segurança, do estado social, dos equilíbrios ambientais.(...).Ou seja, generaliza--se hoje a percepção de que o máximo que podemos conseguir é manter intocado o nosso modo de vida e que não existe já a possibilidade de o melhorar significativamente.(...).Aquilo que as pessoas esperam, com realismo, é apenas não perder demasiados direitos. O que os portugueses querem ouvir dos políticos é uma garantia consistente de que não vão viver pior no futuro - um discurso de apaziguamento, de conservação.(...).No entanto, é necessário introduzir aqui um outro dado. Quando falamos de conservacionismo estamos a falar de Portugal e da Europa, não do mundo em geral. A ideia de mudança e de conquista do futuro já não mora aqui, mas está bem viva no Brasil, em Angola, na China e em vários outros países, sobretudo na Ásia. Não vivemos todos no mesmo momento histórico. Aquilo que nós gostaríamos de conservar é o que outros estão a lutar, com entusiasmo, por alcançar."
João Cardoso Rosas no Ionline

1 comentário:

  1. Claro que sim, Edy! Porque somos mais irracionais do que aquilo que a nossa vidade racional que fazer-nos crer!

    Repara que digo "somos", mas como é evidente é aquela média assassina, pacovia, parola, rasca!

    Repara, no Semana porque tenho aumentado a dose das minhas criticas ao Zoquinha, deixei de aparecer no ecra. O César como te disse ha muito que censura o meu trabalho.

    E agora parece ser a FORCV que acha que o que produzo "nao " util" pelo que...

    Mas eu que nao tenho medo e que sei que nao tenho nada a perder - pelo contrario - repliquei assim:

    Vejam so, como fiz no passado, voltei a elogiar a FORCV, mas criticando também, como é o meu timbre, mas a FORCV reage de maneira anti-democratica e rasca!

    Onde é que a FORCV viu "dar ordem" na minha critica? A FORCV ganhou, graças à minha intervençao nos ultimos meses, um sem numero de novos leitores que vêm para me ler, mas essa mesma FORCV nao entende a minha contribuiçao.

    Por nao entender exige-me malcriadamente a minha "contribuiçao". Mas oh gente da FORCV o que dou nao é contribuiçao?

    Deixa estar que nao é so na terra que temos muita nulidade; temos também na Diaspora. Mas como podia ser doutra maneira se a proporcionalidade é uma lei universal?

    Mas eu percebo a reacçao da FORCV, pois pus o dedo na ferida ainda viva!

    Eu continuo a dar a minha contribuiçao à minha maneira e nao é a FORCV que me ditarà os meus textos. A unica coisa que a FORCV pode fazer é censurar-me, o que foi equacionado também pela minha mente. Mas....

    Ps como vês Edy, ninguém pensa por mim e faço-o saber correndo todos os riscos inerentes à propria existência limitada no tempo.

    Al Binda

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