quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Caminhando para a Sociedade de Informação em CV


Muitas vezes,uma boa politica pública só terá resultados práticos à médio e longo prazo.As recentes conferências/debates sobre as tecnologias de informação e "start-ups" tecnológicos,a pujança e projecção da NOSI e o anunciado programa "cada professor e cada aluno um computador" constituem,na minha opinião,um bom contributo governamental na construção da sociedade de informação em CV.Contudo,para além da intenção de criar os 135 telecentros,que deverão ser criados principalmente onde há mais necessidade,isto é,juntos dos mais pobres e em ilhas e zonas mais carenciadas,o governo deveria preocupar-se também com a liberalização e a massificação do acesso à internet quer através do mercado ou através da intervenção pública via NOSI (o que,aliás,tem feito e bem até agora).Ao contrário da minha geração,que só teve a primeira disciplina de informática no 12º ano,essas novas gerações estarão em melhores condições técnicas e periciais para serem profissionais da sociedade de informação e do conhecimento.E,de certeza,que teremos um sistema de inovação melhor preparado para suportar os nossos inovadores e as suas "empresas de software" que terão mais e melhoes condições de criar.Como se costuma dizer,«o caminho faz-se caminhando».

Provokason

Reason a concluson di studu di INE,undi es difendi ma pobreza dixi 10% di 2001 a 2007 foi "geral".I ingrasadu.Kuase tudu algem,tirando PAICV,e claro,steve contra kel resultado.Ma nau,ma e imposivel desaparesi tanto pobres,ma INE teni magicos ta trabadja pa es,enfim,ma studo e tecnicamente "duvidoso".
Foi ingrasadu pamodi ta da impreson ma INE e "bom" so ora ki ta apresenta studos ki ta pirmiti kritika governo.I kela ta kontisi tanto ku paicv,ku mpd,ku cronista i intelectual des ilhas.Nu sta ton abituadu a kritika tudu,ki nu ta kritika so pa kritika i nem nu ka preokupa ku fundamenta,apresenta dados pa contraria kes di INE i tenta persebi undi sta kel suposto erro tecnico di kel studo o,pa kes ki tem obrigason,apresenta proposta pa combati problema.
I,enkuanto nu sta diskuti,kes ke pobri i sta passa necesidadi ta continua ta xinta ta mara bariga...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Avaliação dos Professores em CV


Uma vez que pode parecer que o nosso governo está indo ao reboque do governo português com esse encontro entre o Ministério da Educação,os professores e os gestores de polos educativos para "meditarem sobre a avaliação do desempenho",espero que os professores e os sindicatos da classe não resolvam,também eles,irem ao reboque dos professores e sindicatos da classe portuguesa com ameaçãs e provavéis organização de greves e manifestações "anti-avaliação" e em nome duma "escola pública livre".Aguardamos para ver se o futuro sistema de avaliação dos professores será merecerá ou não a oposição da classe e/ou,em consequência,se teremos ou não agitação da classe...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

MILK...

ou como um bom filme baseado na vida real e um exemplo individual pode fazer muito pela defesa dos homosexuais e mudança de atitude e mentalidades...
O Sean Penn está nomeado para o melhor actor dramático para o próximo Globo de Ouro.Já vi o filme e recomendo.Veja a lista de nomeados aqui.


Que Estado para Cabo Verde?


A realidade é o verdadeiro teste, por vezes doloroso, das ideias.Face aos últimos dados do INE,qual é o papel do Estado que defendemos?Um Estado forte como defende,em teoria,o PAICV ou um Estado mínimo defendido pelo MPD(é claro,por esses dias da crise ninguêm terá coragem de voltar à essa ideia)?O que aqueles que defendem um Estado mínimo não dizem é que trata-se sempre de promover a reapropriação privada do Estado,das instituições e dos recursos públicos.
Sendo possível,e até desejável,conciliar a iniciativa privada com a intervenção estatal,um partido e um governo da "esquerda moderna" pode e deverá olhar para o Estado como um "Estado Estratega":um Estado activo,porque actor e agente,regulador da economia e presente na vida dos que tem mais necessidade;um Estado que têm como prioridade a eficiência fiscal (combatento o "free riding"- usufruir de politicas públicas sem pagar os impostos) e,consequentemente,um apoio social muito mais forte para combater as desigualidades sociais num país com grandes níveis de carências de apoios sociais em múltiplos domínios;um Estado que não sofre de "complexos liberais" e que,ao mesmo tempo que apoia o crescimento do sector privado,seja ele próprio propietário e accionista de grandes empresas de sectores vitais para a nossa vida colectiva;um Estado que atribui prioridade na prática ao interesse colectivo em detrimento do interesse particular.Para isso e para melhorar a redistribuição dos rendimentos,é essencial alterar a primeira alínea do artigo 175 da nossa Constituição da República que diz que cabe ao parlamento legislar em matéria de impostos (qualquer alteração fiscal terá de ter apoio da oposição para ser aprovado).Caboverde é um país com um elevadíssimo nível de desigualdade social, insuficientemente corrigida pelas transferências sociais e pela política fiscal.Se o desejo da esquerda é - como costumam alegar os seus líderes - transformar a sociedade caboverdiana, pois o momento é este.É que o combate às desigualdades não é apenas uma boa resposta às razões do nosso atraso nem aos sintomas da nossa injustiça. É também uma estratégia transformadora que, se for levada a sério, não deixará incólume o nosso panorama político.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Nosi e Inovação Tecnológica em CV


Está de parabens a Nosi por todo o sucesso que tem tido ao longo do seu percurso.E por tudo o que tem feito pela informatização da nossa administração pública e na criação da sociedade de informação nos principais centros do país.Se o sucesso da NOSI demonstra que temos capital humano suficiente para desenvolver um sector tecnológico competitivo e dinâmico em CV,porque não apareceu ainda uma empresa equivalente à NOSI no sector privado?Mais do que uma empresa de concerto de computadores ou de criação de sites,estou-me referindo,por exemplo,a uma empresa de desenvolvimento de software ou de design digital ou até de publicidade online.Ou seja,porque o empreendedorismo de base tecnológica é quase inexistente?
Já temos o essencial:capital humano (i.e.,engenheiros e informáticos capazes e bem formado).
A meu ver,entre outros,falta-nos desenvolver:
 -uma verdadeira política de investigação e desenvolvimento nas universidades públicas e privadas;
 -uma "gestão universitária" virada para o mercado;ou seja,uma ligação das universidades às empresas
 -surgimento de instrumentos financeiros de apoio à investigação e à surgimento de empresas de base tecnológica a partir de centros de investigação (spinoffs);
 - coerência das medidas nas diversas áreas governamentais relacionadas com a inovação

Certamente,alguns poderão dizer que também conta o tamanho do nosso pequeno mercado.No que poderei respoder: imagem o que seria a Nosi se fosse uma empresa privada que,como tal,seria ainda mais dinâmica descobrindo mercados para exportação dos seus produtos...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Rekadus i (In)Diretas

Nha genti,n-sta inganadu o kel pontu 4 di artigu di "Zona" (Jorge Carlos Fonseca) na Expri foi um "recadu" à Jampa (Vital Moeda)?O pa munti di nos justiserus?kada um tra se concluson...

"4. Este é o país ainda tão vulnerável e ingénuo, capaz de criar os mais inimagináveis heróis a todos os níveis (profissional, político, cultural, literário, técnico). A receita é singela, amiúde: um profissional medíocre, impreparado e pouco afeito ao estudo e ao esforço; servido e amparado por alguma imprensa acrítica e sedenta de sensacionalismo; dotado de algum destempero verbal, ausência de sentido da fundamentação das coisas, sobretudo das coisas de seu ofício; possuidor de boa dose de populismo e intrépido e incauto tribuno de técnicas boçalidades ou propagandista de trivialidades presunçosas, pode ser rápida e ruidosamente transformado num senhor e num exemplar profissional. Não vemos por aí grosseiros simulacros de Garzón ou Morgados de trazer por casa na veste de emproados e celebrados justiceiros e salvadores da pátria?!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Onde está o Curador de Arte?


Leio e acompanho,concordando com uns e discordando de outras,as críticas que os nossos entendidos nas lidas da arte e da cultura fazem à "vida cultural" no geral em Cabo Verde (desde o Ministro passando pelo governo até às práticas e hábitos culturais do povo).Contudo,salvo traição da memória,ainda não vi o Abrãao,o Bianda,o João Branco,o Albratoz ou a Margarida (dos blogues que visito,esses são aqueles que são os mais "pró-cultura"),dizia eu,a falarem,ou não dei por isso,da necessidade duma figura essencial na vida cultural:o curador de arte!
Existe alguêm em Cabo-Verde com essa profissião/hobbie?Não seria importante ter alguêm no Ministério da Cultura com essa função de fazer a ligação entre os artistas e o público (atendendo ao que diz Abrão,até seria capaz de dizer que essa figura pode funcionar como "educador cultural/artístico" do caboverdiano mais informado)?
Ah,é verdade: li nos jornais que ocorreu à uns meses uma conferência onde uma das oradadoras era uma conhecida curadora protuguesa.Alguma decisão importante para o desenvolvimento dessa figura que,a meu ver,é importantíssimo para a "educação cultural"?Alguêm se candidata,mesmo como hobbie?
ps: eu sei,poderão dizer-me que,de qualquer maneira,os próprios artistas já são,eles mesmos,os curadores.Mas,pensem no que se poderia ganhar se esse trabalho fosse realizado por um profissional...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nós falamos bonito e outros fazem...

“Nova lei obriga partidos a incluir 20 mil mulheres nas listas para as eleições de 2009. Um terço dos candidatos tem forçosamente que ser mulher”.