Excelente noticia e excelente iniciativa esta do governo de Cabo Verde negociar com a CV Telecom uma nova gestão da rede fixa.É,aliás,a correcção de um erro da política de privatizações dos anos 90. E é simultâneamente uma tentativa correcção de uma falha do mercado.O facto da CV Telecom controlar tanto a produção como a distribuição dos serviços impede ou,no mínimo,dificulta a entrada de outros concorrentes no mercado: se a T+ resolver entrar no mercado do serviço de telefonia fixo teria que,para sermos prático,"sub-alugar" ou sub-contratar à CV Telecom a rede fixa.Acredito que esse é um dos principais motivos para não haver ainda um concorrente da CV Telecom no mercado cabo-verdiano.O paradoxal nisto é que quem está a corrigir um erro da política económica,promovendo o mercado e criando condições para surgir mais concorrência,é o partido que é acusado de ser pouco "amigo" do mercado.
Está situação,aliás,deveria servir como exemplo para a reestruturação ou uma futura privatização da Electra: a produção e a distribuição da electricidade e da água não devem ficar sob a alçada de uma mesma empresa.
Em África, todas as manhãs, uma gazela acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que o leão, ou será morta. Em África, todas as manhãs, um leão acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que a gazela, ou morrerá de fome. Não interessa se és leão ou gazela. Quando o Sol nascer, tens de correr mais depressa...se queres continuar vivo.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
PILOTO DE TESTES
«O proselitismo liberal é a versão actual da vulgata marxista, que esteve muito em voga na passagem dos anos 60 para os 70. Como acontecia com quem então padecia da doença infantil do comunismo, também os nossos liberais tendem a moldar a realidade à sua construção teórica, ao mesmo tempo simples e com resposta para tudo. Ao fazerem-no esquecem, por um lado, a complexidade dos ajustamentos nas políticas públicas e, por outro, o país que realmente existe, feito de portugueses bem diferentes daqueles que conhecem ou projectam. O mantra "menos Estado" tornou-se, aliás, um novo "amanhã que canta", combinando as mesmas doses de optimismo e de normatividade com uma subjugação da realidade aos arquétipos de partida. Mas a realidade tem sempre razão.[...]» [i]
Pedro Adão e Silva.
Pedro Adão e Silva.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Fim do Recenseamento
Todos os partidos estão a reclamar do processo de recenseamento: o PAICV reclama dos entraves do MPD e este, por sua vez, reclama da incompetência do governo pelo atraso no processo enquanto tanto a comissão política do MPD nos EUA como a UCID alertam para possibilidades de fraude. Existe um bom "remédio" para acabar com essas "desconfianças" no futuro: fazemos como a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia, a Noruega ou a Eslovénia e a Grã-Bretanha,que vai efectuar o último censo no ano 2011. Nestes países, os especialistas em estatística cruzam base de dados oficiais para contar os cidadãos de outra forma - desde os registos de impostos aos cadernos eleitorais ou às matriculas escolares. Não há censos.Vantagens? Permite uma actualização mais rápida e frequente da população. E o que se poupa em impressos!
A história de Zany, a baronesa cabo-verdiana da droga
"Coordenava a saída da cocaína de Cabo Verde para diversos países europeus, Portugal incluído. Por causa dela, outros membros de topo da organização estão presos e um irmão do primeiro-ministro chegou a ser detido. A história de Zany é um percurso pelo tráfico internacional de cocaína, droga em expansão na Europa.
Era um entre tantos. Vestia umas calças de ganga de um azul acinzentado e uma camisola azul-celeste com o número 29 estampado nas costas. Calçava umas sapatilhas pretas como a maleta que trazia na mão. Gelou ao ouvir um polícia, na sala de trânsito do Amílcar Cabral, então o único aeroporto internacional de Cabo Verde, pedir-lhe para a abrir."
Excelente narrativa da jornalista do público! Continuem a ler aqui.
Era um entre tantos. Vestia umas calças de ganga de um azul acinzentado e uma camisola azul-celeste com o número 29 estampado nas costas. Calçava umas sapatilhas pretas como a maleta que trazia na mão. Gelou ao ouvir um polícia, na sala de trânsito do Amílcar Cabral, então o único aeroporto internacional de Cabo Verde, pedir-lhe para a abrir."
Excelente narrativa da jornalista do público! Continuem a ler aqui.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
"Os construtores de desastre continuam confundindo os objetivos desejados com os meios técnicos que noutros países tiveram de fato um papel modernizador. Com a incompetência característica do subdesenvolvimento cultural e o oportunismo dos interesses particulares, continuam a importar os objectivos e os instrumentos que foram utilizados para modernizar países diferentes. [...] o Brasil manteve seu padrão de avanço cumprindo apenas um dos lados do que os países ricos realizavam, modernizou sua infra-estrutura produtiva,mantendo a sociedade com as características primitivas". (Cristovam Buarque)
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Classe Tagarela
Em 1943,Joseph Schumpeter afirmou que a cultura burguesa estava em declínio terminal no Ocidente e identificou duas causas principais.Em primeiro lugar,a extensão da educação e o empenhamento num espírito de racionalidade crítica tinham produzido uma nova classe intelectual (aquela a que em Inglaterra se chama muitas vezes a «classe tagarela») sem responsabilidade directa pelas questões práticas e sem uma comparticipação material directa na sobrevivência do capitalismo.Esta nova classe desenvolvera um «direito adquirido» na crítica e na «inquietação social»,com o resultado de que os líderes de opinião da sociedade e os formadores de opinião deixaram de acreditar ou de aprovar os valores do capitalismo.
sábado, 17 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Televisão Cabo Verde
O comunicado que da Câmara Municipal da Praia protestando da TCV por causa da fraca cobertura televisiva à visita de Cavaco Silva ao Paços do Concelho só vem reforçar a necessidade de se pensar em formas de despolitizar à TCV,um alvo fácil de todos os partidos políticos.Chegou-se ao ridículo de se contabilizar os minutos e os segundos que são dedicados às noticias referentes a cada partido.Ninguém defende a empresa,nem a tutela e nem a direcção e,pelo que parece,os funcionários levaram vacina de imunidade à situações do tipo.A privatização é o caminho mais fácil,mas ao menos a empresa deixa de ser um objecto de luta política.
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