Em África, todas as manhãs, uma gazela acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que o leão, ou será morta. Em África, todas as manhãs, um leão acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que a gazela, ou morrerá de fome. Não interessa se és leão ou gazela. Quando o Sol nascer, tens de correr mais depressa...se queres continuar vivo.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Praia Competitiva
É de louvar a intenção demonstrado pelo 1º ministro e pelo presidente da Câmara Municipal da Praia para chegarem a um acordo de parceria económica e cultural cujo objectivo será "transformar a Praia numa cidade competitiva do ponto de vista ambiental, cultural e económico, fazendo com que disponha de serviços com bom nível de qualidade para que os investidores, visitantes e residentes se sintam confortáveis e possam desfrutar de ofertas únicas na cidade”.É bom essa demonstração pública de que o país,neste caso a cidade da Praia,as vezes está acima da luta partidária.Do que veio ao público,o centro deste acordo vai ser o turismo cultural mas isso é muito pouco para uma cidade como a nossa.A Praia,para ser competitiva,precisa de ser mais do que uma "vila turística";a competitividade da Praia vai depender dessa parceria entre a Câmara e o Governo mas também deverão fazer parte dessa parceria as Universidades sediadas na cidade,as empresas,os investidores,os agentes culturais e a sociedade civil.Muito mais do que uma cidade baseada no turismo cultural,podemos fazer da Praia uma cidade criativa.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Cabo Verde precisa de:
Uma mudança radical na estrutura empresarial da economia,com o surgimento de novas industrias,novos mercados e novos produtos suportados por novas infraestruturas.A nossa economia tem um grande défice de empresas inovadoras de grande crescimento.Um sector económico dinâmico e baseado em conhecimento, criatividade e inovação é o coração do crescimento.
E que tal um pedido de desculpa ao INE?
Quando,em 13 de Maio de 2010,o INE apresentou a taxa de desemprego em CV de cerca de 13,1% baseado numa nova metodologia de cálculo,caiu o carmo e a trindade: nos blogues e nos jornais online à data,como o A Semana e o Liberal foi o "Deus nos acuda que aqui há gato"; o líder parlamentar do MPD afirmou que "Tecnicamente, é pouco sério, desonesto, dizer que a taxa de desemprego neste momento é de 13,1%",o INE foi acusada de fazer frete ao governo.
Agora,o Liberal, após consultar um especialista,chegou a conclusão de que,mesmo calculado à luz da nova metodologia,a taxa de desemprego manteve sempre uma trajectória ascendente de 2000 até 2010;ou seja,fizeram o trabalho que o INE não fez na altura da apresentação da nova metodologia. Contudo, muito boa gente e alguns jornais, principalmente o Liberal, deveriam apresentar um pedido de desculpas ao INE: é que,agora, ao que parece, “aceitaram” a nova metodologia e vêm dizer,talvez sem querer, que o INE está ilibado das acusações anteriores porque o senhor 1º ministro é que foi um “malandro” manipulando os dados.Podem não reconhecer explicitamente,mas esse artigo do Liberal é um reconhecimento implícito de que,antes,acusaram levianamente o INE.
Agora,o Liberal, após consultar um especialista,chegou a conclusão de que,mesmo calculado à luz da nova metodologia,a taxa de desemprego manteve sempre uma trajectória ascendente de 2000 até 2010;ou seja,fizeram o trabalho que o INE não fez na altura da apresentação da nova metodologia. Contudo, muito boa gente e alguns jornais, principalmente o Liberal, deveriam apresentar um pedido de desculpas ao INE: é que,agora, ao que parece, “aceitaram” a nova metodologia e vêm dizer,talvez sem querer, que o INE está ilibado das acusações anteriores porque o senhor 1º ministro é que foi um “malandro” manipulando os dados.Podem não reconhecer explicitamente,mas esse artigo do Liberal é um reconhecimento implícito de que,antes,acusaram levianamente o INE.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Rendição
Hoje em dia,pelo menos em Cabo Verde,há uma nova abordagem para o fenómeno de "fuga de cérebros":em vez de emigração,fuga de quadros ou,em inglês,brain drain,chama-se a tudo isso de "internacionalização de mão-de-obra qualificada".E é a própria ministra da pasta de emprego a defender essa "internacionalização de mão-de-obra qualificada" como forma de diminuir o desemprego entre os jovens.O que é alarmante!Pode se dizer que a ministra está a ser realista,mas também parece uma forma de confissão:"nós não vamos conseguir criar postos de trabalho suficiente para baixar o desemprego entre os jovens,portanto,os jovens recém formados devem internacionalizar-se!"
Não é que a ideia seja errada,mas essa não é,seguramente,a melhor forma de guiar a politica de emprego num país como o nosso.Qualquer ministro de emprego em CV devia ter uma obsessão:a criação de posto de trabalho!
Não é que a ideia seja errada,mas essa não é,seguramente,a melhor forma de guiar a politica de emprego num país como o nosso.Qualquer ministro de emprego em CV devia ter uma obsessão:a criação de posto de trabalho!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Taxa de Iluminação Pública
A fazer fé nesta noticia do A Semana,vão ser todos os cidadãos a pagar por aquilo que as câmaras municipais se recusam a pagar: a iluminação pública.Todos,inclusive aqueles que vivem em zonas sem iluminação pública.A ser inevitável essa medida,ao governo caberia um mínimo de sensibilidade para efectuar uma discriminação positiva em relação àquelas pessoas e/ou zonas onde o serviço é deficiente ou inexistente.Em Cabo Verde,quer a nível do Estado quer a nível empresarial,não se preocupam nada com a satisfação do consumidor.Qualquer dia as câmaras municipais vão decidir que não devem ser os responsáveis pelos mercados,pelos cemitérios,pelas infraestruturas desportivas,etc.Fica é a curiosidade acerca da forma de cobrar as pessoas que não têm electricidade em casa.E a dúvida final: será que o consumidor residencial vai pagar a mesma taxa que o consumidor empresarial?
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Partidos de Importação
Conforme a reportagem do jornal A Nação,os partidos políticos,nomeadamente o PAICV e o MPD,também têm por incumbência a importação de automóveis (e outros equipamentos) com algumas regalias fiscais (isenção de direitos aduaneiros,emolumento gerais e IVA).E com a possibilidade de "partilhar" ou "disponibilizar" o carro a um dos militantes: o PAICV importou e colocou à disposição de um dos seus militantes esse mercedes na imagem e o MPD, pelo seu lado,importou vários toyotas hieces que,segundo o jornal,estão ser "utilizadas por terceiros com objectivo comercial".Tudo dentro da lei,é claro,e no "quadro de um entendimento entre os partidos".Mas porquê a maioria dos políticos teimam em dar mais importância à legalidade do que à moralidade?É por este tipo de situações que os partidos e os políticos,no geral,têm perdido a credibilidade perante a sociedade.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Problema Cultural
O grande problema em Cabo Verde, no que diz respeito ao empreendedorismo e, já gora, à inovação não é tanto o da existência de incentivos ou de barreiras jurídico-administrativa mas sim um problema de ordem cultural: as pessoas não vêm o empreendedorismo como algo “normal”, como uma opção de carreira profissional e, nas empresas, não existe uma cultura de inovação porque os empresários e os gestores têm a contenção de custos e/ou a gestão administrativa da empresa como principal meio para atingir o lucro financeiro.
Crescer
Segundo a estimativa do ministério das finanças o crescimento de economia para 2010 foi de cerca de 6%, crescimento esse baseado essencialmente no investimento público, o que é positivo tendo em conta a crise mundial. Contudo, crescer por crescer, crescimento como um objectivo em si mesmo, é uma visão muito redutora…o que se fica por saber é o impacto desse crescimento: levou ao crescimento do emprego? Permitiu a redução da pobreza?
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Manuel Inocência Sousa
Foi a primeira vez que vi e pude ouvir pessoalmente os motivos da candidatura do engenheiro Manuel Inocêncio Sousa e, na forma e no conteúdo, fiquei com a impressão de que ele é um bom candidato e que tem condições para ser um bom Presidente da República. Contudo, os outros dois candidatos também são bons candidatos e qualquer um deles também têm condições para ser um bom Presidente. Dos 3, o Manuel Inocêncio Sousa é aquele que vai ter a tarefa mais árdua: para além do candidato apoiado pelo MPD, o partido que o apoia vai estar dividido por causa da candidatura de Aristides Lima; apesar do bom trabalho e da visibilidade que obteve nos mandatos como ministro em várias pastas, ele é o menos conhecido e aquele que,ate agora, tem menos aceitação pública, fruto de anos de visibilidade e exposição mediática dos outros dois candidatos (daí os resultados das últimas sondagens). Portanto, a candidatura e a assessoria dele vai ter de carregar na exposição mediática e na exposição de ideias originais. O que vai diferenciar Manuel Inocêncio Sousa de Aristides Lima e de Jorge Carlos Fonseca, não é tanto o carácter ou o perfil mas sim as ideias que possa ter para o desempenho do cargo. Porque são todos competentes e respeitados nas respectivas especialização académica, não é tanto a capacidade de trabalho e os pergaminhos profissionais que os vai diferenciar mas sim o modo que pensam exercer a magistratura presidencial.
Manuel Inocência na Tertúlia Crioula
Bastante vezes a nossa participação na vida política do país resume-se à recriminação dos deputados e dirigentes partidários por causa do baixo nível do debate e,principalmente,por causa da violência verbal e das mútuas acusações gratuitas. Contudo,no debate com o candidato apoiado pelo PAICV, Manuel Inocêncio Sousa,houve muito menos perguntas sobre as ideias e os ideais do candidato e muitas sobre “casos” da sua passagem pelos 2 governos PAICV. Alguns jovens apoiantes de outras candidaturas, incluindo os que são do PAICV, "opinaram" sobre a corrupção no ministério que o candidato tutelou, sobre a adjudicação directa à empresa supostamente pertencente ao candidato e sobre o filho que é director financeiro do porto da praia. Não se questionou se a empresa é realmente pertencente ao candidato e, mesmo que fosse, se os serviços prestado pela empresa ao Estado foram conseguidos através de concursos ou se a empresa tem mostrado ser competente e nem se mostrou alguma tentativa para saber se o filho do candidato é competente e consegue dar conta do recado no actual cargo. Prefere-se acusações e suspeitas quanto ao carácter da pessoas. Ora, não sei se essas acusações correspondem ou não à verdade e,o que a mim diz respeito, isso não interessa para nada:o que importa realmente é saber como o candidato pensa e pretende desempenhar o cargo de presidente. Nós os jovens não podemos e nem devemos acusar os políticos por causa dessas práticas ou formas de fazer política e, ao mesmo tempo, reproduzir as mesmas práticas, tácticas e discursos quando nos convém.
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