Em África, todas as manhãs, uma gazela acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que o leão, ou será morta. Em África, todas as manhãs, um leão acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que a gazela, ou morrerá de fome. Não interessa se és leão ou gazela. Quando o Sol nascer, tens de correr mais depressa...se queres continuar vivo.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A Ala F
É a ala F de Filú.O que vão fazer agora com o piscar de olhos e o súbito acto de humildade do presidente do partido?Esquecer,mesmo que conveniente e temporariamente,os "excessos" de que foram alvos recentemente?Ou,é a hora de "cobranças" e de pôr as cartas em cima da mesa? Uma coisa é certa:na política tem de se engolir em seco muitas coisas e saber sofrer «atrás das esquinas»,principalmente por parte daqueles que são políticos profissionais.Por isso,não admira nada que o «combate» que muitos desejam seja adiada até uma melhor oportunidade.Até depois da 2ª volta das eleições presidenciais,até o próximo congresso ou até as próximas eleições autárquicas.Todos sabem que o mundo da política é mais calculismo do que moralismos;mas há momentos em que o «brio» tem de estar acima da táctica.É nesse dilema que está a ala F: ir para a "guerra" ou aguardar entre as trincheiras?A estratégia de um político profissional não é muito difícil de "adivinhar"...
Revolução?
A revolta,ou melhor,o vandalismo dos últimos dias nas cidades britânica não tem nada de revolucionário.Na sua base não existe nenhum reivindicação sólida: é o anti-capitalismo?Como é que se pode lutar contra o capitalismo e,ao mesmo tempo,fazer de tudo para roubar produtos capitalista?neoliberalismo?Então,"este" não está actualmente em crise?É a desigualdade social?É o desemprego?No actual estado da economia mundial,vai-se reclamar para que emprego?É o racismo por parte da polícia?Talvez haja razões para reclamar do comportamento da polícia mas,essa justificação,de nada serve aos proprietários das lojas,restaurantes e supermercados que foram saqueadas.Na verdade o que temos assistido na tv é um grupo de jovens onde uma parte está desenraizada,sem perspectivas e cheio de revolta,pela falta de oportunidades e pela estigma social,e uma outra parte é constituída por puros oportunistas.Está revolta está a aparecer mais uma revolta contra o consumismo-exclusão levado a cabo por um grupo de consumismo-excluídos.
A existir alguma causa legitima,não é com actos de vandalismo e roubalheira geral que se vai conseguir alguma justiça social ou combater a desigualdade.Não podemos confundir vandalismo com revolução.A desigualdade social combate-se com medidas políticas e não nas ruas!
A existir alguma causa legitima,não é com actos de vandalismo e roubalheira geral que se vai conseguir alguma justiça social ou combater a desigualdade.Não podemos confundir vandalismo com revolução.A desigualdade social combate-se com medidas políticas e não nas ruas!
Gerir a Administração Publica I
Há muita reclamação por aí por causa do director-geral da energia que está à cerca de 20 anos no cargo. Mais do que a preocupação de saber os resultados dos seus mandatos, é pouco recomendável que uma instituição tenha a mesma direcção durante duas décadas pela simples razão de que qualquer organização social precisa de renovação: na sua dinâmica,nos seus objectivos,no pessoal que traz sempre "sangue novo". Quer queiramos quer não, a motivação e a garra duma pessoa com 2 a 5 anos a frente de uma instituição não é a mesma duma pessoa com 15 a 20 anos a frente de outra ou da mesma instituição. Por outro lado, ao mesmo tempo que, a nível político, se fala muito no mérito e profissionalismo na função pública, na prática, as nomeações para cargos directivos tem se pautado, em grande parte, por critérios partidários. É preciso vontade política para impor e fazer cumprir algumas regras e procedimentos para as nomeações na administração pública,como por exemplo:
. limitar as nomeações por confiança política
. impor um limite de 2 mandatos nas direcções-gerais e institutos públicos
. criar uma comissão interministerial, nomeada pela Assembleia da República, para o recrutamento e selecção na função pública.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Eleições Presidenciais
E pronto,ARL não conseguiu passar para a 2ª volta e não se desfez o mito:ninguém consegue ganhar sem apoio de um dos dois grandes partidos - basta ver o caso do JCF. Talvez isso seja porque,quer queiramos quer não,não existe ainda em Cabo Verde um politico com força e dimensão maior do que os partidos;os mais conhecidos políticos em CV não são nada e não conseguem ganhar nada fora dos respectivos partidos.E talvez porque simplesmente as pessoas,mesmo nas presidenciais,votam nos partidos e não nos candidatos.Após os resultados finais, objectivamente resta três alternativas ao ARL e aos militantes do PAICV que o apoiaram:
1) dar liberdade de voto aos seus apoiantes,ou seja,não apoiar nem um nem outro candidato;
2) apoiar MIS contra JCF, e
3) apoiar JCF contra MIS.
A primeira opção é a mais fácil e é aquela que terá menos consequências a curto prazo;a 2ª opção,vai levar ao relacionamento entre o «menino de recado» e os «ratos», o que é,no mínimo,uma situação delicada;a 3ª opção vai levar o PAICV a um estado que nenhum dos militantes deseja.De qualquer forma,as coisas não vão ser fáceis no PAICV depois do lavar da roupa suja em público.As questões que se colocam são as seguintes: os militantes do PAICV que apoiaram ARL,e o próprio ARL,preferem ver na Presidência da República o MIS ou o JCF?Como é que o presidente do partido vai conseguir unir o partido com aqueles a quem chamou de traidores?
domingo, 7 de agosto de 2011
Em Portugal...
as eleições presidenciais vão ter uma abstenção na ordem dos 70% (mais coisa menos coisa).Independemente da data pouca propícia para afluência às urnas,devemos aprofundar o debate da introdução da obrigatoriedade do voto.De um lado temos aqueles que defendem o direito à abstenção,que é considerado como sendo em si mesmo uma resposta;por outro lado,temos aqueles que argumentam que a democracia tem "custos" e uma delas é o dever de participar quando somos chamados a eleger os nossos representantes nem que,para isso,fosse instituída a obrigatoriedade do voto como forma de combater a abstenção.Eu sempre defendi o livre arbítrio e a responsabilidade individual de cada um, mas confesso que,depois de hoje,depois de viver in loco a "indiferença" dos eleitores,vou passar a pensar melhor nos argumentos dos que defendem a obrigatoriedade do voto...ou,no mínimo,começar a pensar nessa questão:será que a abstenção é realmente a melhor forma de "transmitir um sinal" aos partidos e aos políticos?
sábado, 6 de agosto de 2011
Livro
Música e Poder - Para uma Sociologia da Ausência da Música Portuguesa no Contexto Europeu
António Pinho Vargas
O segundo factor resulta da incapacidade de instalar uma política ou uma prática de trocas culturais em condições de igualdade por parte dos agentes e responsáveis culturais portugueses que, no essencial, aceitam os mesmos valores, vistos como universais, e actuam em função dos mecanismos de poder que declaram a subalternidade, contribuindo desse modo para a própria inexistência simbólica no interior do país".
Nos anos 80, os músicos que viviam em Portugal viam Emmanuel Nunes como um exemplo de reconhecimento internacional. Mas, ao sair do país, reparei que fora de Paris ninguém conhecia Nunes. Há um artigo do José-Augusto França que fala da "mais-valia geo-artística" e que diz: "Se eu, como crítico de um país periférico, disser que tenho um pintor lá em Portugal tão bom como aqueles que eles estão a mostrar em Paris ou em Londres, por princípio ninguém me acreditará". Um dos conceitos principais da minha tese é a localização, ou seja, o lugar de enunciação. Cada país tem uma agenda específica. O que se toca em Londres não é Philippe Manoury e em Paris não se ouve música dos ingleses, a não ser talvez Thomas Adès ou dos que passaram pelo IRCAM. O centro nem sequer é monolítico. A Europa só é una para o olhar do periférico. Quando se diz "a cultura portuguesa não é reconhecida lá fora", pressupõe-se que o lá fora é tudo. Não é tudo, é Paris e alguns arredores".
A tese que deu origem ao livro pode ser encontrado aqui.
Nos anos 80, os músicos que viviam em Portugal viam Emmanuel Nunes como um exemplo de reconhecimento internacional. Mas, ao sair do país, reparei que fora de Paris ninguém conhecia Nunes. Há um artigo do José-Augusto França que fala da "mais-valia geo-artística" e que diz: "Se eu, como crítico de um país periférico, disser que tenho um pintor lá em Portugal tão bom como aqueles que eles estão a mostrar em Paris ou em Londres, por princípio ninguém me acreditará". Um dos conceitos principais da minha tese é a localização, ou seja, o lugar de enunciação. Cada país tem uma agenda específica. O que se toca em Londres não é Philippe Manoury e em Paris não se ouve música dos ingleses, a não ser talvez Thomas Adès ou dos que passaram pelo IRCAM. O centro nem sequer é monolítico. A Europa só é una para o olhar do periférico. Quando se diz "a cultura portuguesa não é reconhecida lá fora", pressupõe-se que o lá fora é tudo. Não é tudo, é Paris e alguns arredores".
A tese que deu origem ao livro pode ser encontrado aqui.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Campanhas e eleições presidenciais
Esta ultima campanha para as eleições presidenciais tem sido das mais competitivas da democracia cabo-verdiana na medida em que temos 3 candidatos com possibilidades de vir a ser o próximo presidente da república. Temos 3 candidatos que são percepcionados como tendo perfil adequado para vir a ser um bom presidente mas as campanhas não permitiram a confirmação dessa percepção;pelos menos para mim,estas campanhas não me ajudaram a decidir ou a mudar de opinião ou preferência preconcebida.Acredito que os candidatos não souberam elucidar ou “conquistar” os indecisos, pelo que cada um vai votar no candidato apoiado pelo seu partido ou naquele de quem gosta mais. Não necessariamente naquele que é o melhor para o país.Em parte porque os partidos açambarcaram as eleições presidenciais e,da outra parte,os 3 candidatos aceitaram a boleia.As campanhas foram,em termos de conteúdo e de debate,muito pobre e,este facto,vai afastar,ou já afastou,muita gente das urnas no próximo domingo.Intervenções ditadas por cariz partidária dominaram a campanha dos 3 principais candidatos.Passou-se o tempo todo numa discussão pueril sobre qual é a candidatura de cidadania como se "ser da cidadania" fosse a condição primordial para vencer as eleições sem se ver,ou fingindo não ver,que,a ser esse o critério,a candidatura de Joaquim Monteiro seria a única com condições para vencer.Por causa dos inúmeros casos,muitos já disseram que não vão votar ou mesmo que,estas campanhas foram inúteis.Só um pormenor:há um erro de avaliação por parte daqueles que esperam alguma racionalidade ou algum teor intelectual nas campanhas eleitorais.Isto é simplesmente improvável.Nas eleições,o que conta são as emoções;raramente podemos ter momentos como aquela de Aristides Lima na tertúlia quando ele foi falar da dignidade humana.Defendo que vale a pena cumprirmos o nosso dever,portanto,devemos ir votar mesmo que votando em branco.Abster é que não!Abstenção não tem nenhum significado a não ser a indiferença:«qualquer que seja o presidente é me indiferente».Contudo,face a tudo o que se passou,ou o que não se passou,nestas campanhas,precisamos começar a pensar em juntar as campanhas no futuro: presidenciais/legislativas ou presidenciais/autárquicas. Na mesma data!Da minha parte,não vou deixar de ir votar por causa da má qualidade das campanhas.O mínimo que posso dizer,é que vou votar em consciência e sem nenhum condicionalismo político-partidário.É isso que cada um de nós devemos fazer.Free as a bird!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
DNA CIDADE DA PRAIA
Pode-se encontrar aqui o anúncio de concurso documental para recrutamento do director executivo da DNA CIDADE da PRAIA,concurso esse que está aberto até o dia 31 de Agosto.Em termos formais,essa prática de recrutamento difere completamente da nomeação directa da nova direcção da ADEI - instituição "concorrente" da DNA.Esta é a primeira boa indicação da nova instituição.Aliás,o recrutamento de dirigentes de institutos e empresas públicas deveria ser efectuado via concurso público e,de preferência,por uma empresa privada de recrutamento&selecção. A DNA CIDADE DA PRAIA é uma instituição sem fins lucrativas,inspirada na DNA Cascais da câmara municipal de cascais,e tem como objectivo "contribuir para a promoção, incentivo e desenvolvimento do empreendedorismo em geral, com especial incidência na promoção do empreendedorismo jovem e social no Concelho da Praia".Espero que junto com a ADEI e com a AJEC,consigam fazer da Praia um capital amigo de empreendedores e uma cidade geradora de empreendedores.Que venha para ficar!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Mais papista que o papa
"Considerando o disposto no Código que proíbe qualquer opinião a favor ou contra órgãos de soberania e candidatos; sabendo que teremos mais três semanas de campanha eleitoral; sendo totalmente impossível não abordar as eleições presidenciais nos próximos programas; tendo em conta o objectivo maior da TCV de cumprir rigorosamente a legislação existente e informar com total imparcialidade (...), a Direcção decidiu suspender o programa Visão Global até ao dia 21 de Agosto".
Não faço ideia se houve ou não qualquer tipo de pressão para pôr fim ao programa e,sinceramente,isso nem me importa muito.Todos,de uma maneira ou outra fazem algum tipo de pressão.O que importa é a constatação de que a TCV,ou a sua direcção,é ou foi um «cobardolas».E,no mínimo,influenciável.Então muda-se ou manda-se suspender um programa que funcionou durante anos no mesmo formato só porque estamos numa eleição?Porquê não se fez isso durante as eleições legislativas?Se calhar devem estar a pensar que foi porque,supostamente,os comentadores residentes representavam os dois principais partidos e,portanto,nem ao PAICV e nem ao MPD interessava o fim ou a suspensão do programa.Neste caso,porque a direcção da TCV não pensou no interesse da UCID,PTS e PSD na altura das legislativas?Com esta decisão,a TCV,ao contrário do que parece,só prejudicou a candidatura de Manuel Inocêncio Sousa: é esta candidatura,quer queira quer não,injusta ou injustamente,quem vai ficar com a fama de ter feito pressão.O programa era de qualidade e vinha conquistando audiência e,por isso mesmo,esta decisão não seria a mesma se a TCV fosse uma empresa privada.Não havia necessidade,mesmo porque só ia passar mais 1 edição antes das eleições.É menos um programa de e sobre o país que poderei ver na televisão nacional aqui do estrangeiro.
Não faço ideia se houve ou não qualquer tipo de pressão para pôr fim ao programa e,sinceramente,isso nem me importa muito.Todos,de uma maneira ou outra fazem algum tipo de pressão.O que importa é a constatação de que a TCV,ou a sua direcção,é ou foi um «cobardolas».E,no mínimo,influenciável.Então muda-se ou manda-se suspender um programa que funcionou durante anos no mesmo formato só porque estamos numa eleição?Porquê não se fez isso durante as eleições legislativas?Se calhar devem estar a pensar que foi porque,supostamente,os comentadores residentes representavam os dois principais partidos e,portanto,nem ao PAICV e nem ao MPD interessava o fim ou a suspensão do programa.Neste caso,porque a direcção da TCV não pensou no interesse da UCID,PTS e PSD na altura das legislativas?Com esta decisão,a TCV,ao contrário do que parece,só prejudicou a candidatura de Manuel Inocêncio Sousa: é esta candidatura,quer queira quer não,injusta ou injustamente,quem vai ficar com a fama de ter feito pressão.O programa era de qualidade e vinha conquistando audiência e,por isso mesmo,esta decisão não seria a mesma se a TCV fosse uma empresa privada.Não havia necessidade,mesmo porque só ia passar mais 1 edição antes das eleições.É menos um programa de e sobre o país que poderei ver na televisão nacional aqui do estrangeiro.
Cabo Verde
Presidenciais 2011
A morte anunciada de Visão Global
Nota para a imprensa
Visão Global era um programa dominical de análise política nacional, regional e internacional, da televisão pública de Cabo Verde, repetido às segundas-feiras.
A morte desse programa foi provocada pela candidatura presidencial de Manuel Inocêncio Sousa (MIS), que, para isso, se serviu de todos os mecanismos de pressão ao seu dispor. Com o director ausente, os restantes membros da direcção da TCV (Televisão de Cabo Verde) não aguentaram e o resultado foi a morte repentina do programa, o que mais uma vez revela a vulnerabilidade da componente comunicação no sistema de defesa da Liberdade e da Democracia em Cabo Verde.
Há algum tempo que a imprensa local havia alertado para o facto de Visão Global estar sob pressão, mas existia uma espécie de consenso baseado nos bons indicadores de desempenho do Governo na matéria e segundo o qual o programa resistiria, aperfeiçoando-se. A decepção dos optimistas instala-se quando a senhora mandatária nacional mostra os dentes e a direcção da TCV cede.
No dia 26 de Julho de 2011, a Dra. Cristina Fontes Lima, Ministra-adjunta e da Saúde, apresentou queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) contra alegada parcialidade da edição de domingo, dia 24 de Julho. A CNE terá dado início à análise do caso, que ainda não concluiu.
Paralelamente ao procedimento legal e justo de recorrer à CNE, a senhora ministra exerceu forte pressão sobre a direcção interina da TCV e o apresentador de Visão Global. O resultado foi a cedência da direcção, o elo mais fraco, que apresentou uma proposta que os analistas consideram insensata: suspender imediatamente Visão Global até depois da eleição presidencial.
Corsino Tolentino e Luís Filipe Tavares rejeitaram a proposta de suspensão por a julgarem uma grave cedência à pressão ilegítima de uma das candidaturas e um precedente inadmissível no processo de consolidação e desenvolvimento da comunicação e da cultura democrática em Cabo Verde.
Por não concordarem com o jeito que a direcção interina da TCV decidiu dar a essa candidatura, em prejuízo das outras e da Ética, os analistas concluem que a morte provocada de Visão Global é um sinal preocupante do que poderá acontecer à comunicação social em Cabo Verde se a estratégia do silenciamento vencer.
Os analistas e o apresentador Nélio dos Santos lamentam ter de deixar a companhia dos telespectadores por motivos tão vis e lembrarão com saudades o pessoal e os especialistas, dos guardas ao director da estação de televisão pública, que sempre trataram Visão Global com carinho e respeito. Por outro lado, manifestam disponibilidade para voltar a colaborar com a televisão pública num quadro de salvaguarda das regras e princípios da comunicação livre e democrática.
Praia, 31 de Julho de 2011
Corsino Tolentino, 995 5121, tolentino.corsino@gmail.com
Luís Filipe Tavares, 991 2498, lft@live.com.pt
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