terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sinais dos tempos

Há dias foi George Soros,um dos homens mais rico do mundo,a "suplicar" a criação de mais impostos para os norte-americanos mais ricos;agora é um grupo de milionários franceses que apresentaram o mesmo pedido ao presidente da França.Os ricos,tradicionalmente da direita liberal que sempre combateram para pagar menos impostos possível,querem agora pagar mais impostos;parece que está tudo doido!Será que querem mesmo ajudar a combater a actual ou crise ou será que tudo não passa de uma tentativa de limpar a imagem que piorou com esta crise?

1 Million Dollar Question

Quem será o candidato presidencial apoiado pelo PAICV para concorrer à eleições presidências contra JCF daqui a 5 anos:


1- Aristides Raimundo Lima?
2- David H. Almada?
3- Cristina Fontes?
4- José Maria Neves? 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Precisa-se de estudos

O que aconteceu aos votos depositado em Aristides Lima na 1º volta?
As hipóteses são várias mas as mais plausíveis são de que os anteriores votantes em ARL resolveram na 2ª volta:
   - abster-se ou,
   - votar em JCF (o que pode ter acontecido porque grande parte daqueles que votaram ARL na 1º volta,eram pessoas do MPD que,com ARL fora da corrida,resolveram votar em JCF e/ou porque uma boa parte de pessoas do PAICV preferiu ver JCF na presidência do país).


Os nossos politólogos deveriam perder mais tempo a estudar o comportamento eleitoral em CV,em vez de "réplicas" atrás de "réplicas" sobre a transição para a democracia.Mais do que "palpites" e "achismo",que é o que eu faço aqui por não ser politólogo,os cientistas político têm aqui uma oportunidade para fazer estudos pós-eleitoral,ou seja,comparar os dados das sondagens com os votos ou comparar os votos da 1ª volta com os da 2ª volta.Que factores influenciam a mudança entre as sondagens pré-eleitoral ao voto?O que faz com que o comportamento corresponda ou não à anterior intenção de voto?O quê aconteceu entre a 1ª e a 2ª volta?

E pronto!

De repente não houve compra de votos e as eleições correram as mil maravilhas.O ensaio prévio das justificações para a fraude eleitoral ficou na gaveta.O vencedor não foi o JCF mas sim o MPD;o derrotado não foi o MIS mas sim o PAICV.Nem era preciso estar na mesa de voto para fazer essa constatação.Jorge Carlos Fonseca será o próximo presidente mas o vencedor destas eleições foi o MPD.Pelo menos aqui,as sondagens traduziram o comportamento do eleitor: numa eventual 2ª volta entre Manuel Inocêncio Sousa e Jorge Carlos Fonseca, este seria o vencedor.Muita gente do PAICV deve ter passado a noite a pensar no Aristides Lima.O quê esta derrota significará para o PAICV e o seu presidente? Qual vai ser o impacto nas próximas eleições autárquicas?Não creio que governo vá ter a vida mais complicada por coabitar com um presidente que não é da sua cor política,pela simples razão de ter a maioria no parlamento.Mas governo não deve esperar ter um amigo na presidência.Doravante,é aqui,no parlamento,que o governo vai passar a ter o seu principal "braço direito". Mas,durante uns tempos José Maria Neves vai ter a vida mais complicada no seio do PAICV.A direcção e a CN do partido erram politicamente ao confiar em demasia na força eleitoral do partido no terreno e no factor José Maria Neves;acreditaram que estando no terreno e com JMN nas campanhas ao lado do candidato seria suficiente para mudar as intenções de voto detectada pelas sondagens.Por duas vezes,Jorge Carlos Fonseca ficou a frente;talvez isso sirva como uma lição de humildade!O que vai fazer a ala que apoiou Aristides Lima?Vão "culpar" o presidente do partido e avançar com um candidato à presidência do partido no próximo congresso?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Imaturidade

Em todas as eleições temos assistido os partidos a se acusarem mutuamente de «compra de votos»;nas autárquicas,nas legislativas e nas presidenciais,parece que só se consegue vencer com «compra de consciência».Isto já se tornou cansativo!E é por ser tão repetida que dá a sensação de ser "desculpa de mau pagador".Mais: até o vencedor acusa o derrotado de recorrer a esquemas de condicionamento do voto.Ou seja,venha o diabo e escolha o mais prevaricador.Se nem os partidos e nem os políticos conseguem ter «espírito   democrático»,como é que podem esperar que o eleitorado cabo-verdiano seja maturo?Aliás,os políticos não são são tão maturos quanto o eleitorado.Existe a CNE,a Procuradoria Geral da República e,uma boa ideia do 1º ministro,a possibilidade de criar uma Comissão Parlamentar para investigar essas acusações.Há que acabar com essas acusações e suspeições de uma vez por todas,há que acabar com a impunidade de quem viola a constituição e de quem acusa levianamente.Estas acusações é nada mais nada menos do que um indicador da falta de maturidade da nossa democracia.

Para discutir no futuro próximo

Hoje é claro para todos que as pessoas vão votar nos partidos e não nos candidatos presidenciais;em termos formais temos uma coisa que a prática faz questão "de não cumprir".Porque não proibir os partidos políticos de apoiarem os candidatos presidenciais? Para além de acabar com a “confusão de papeis” entre os partidos e os candidatos, isso permitiria eliminar a injusta competição entre os candidatos,entre aqueles que tem e aqueles que não tem apoio partidário.Um candidato sem apoio partidário não consegue disputar com um candidato apoiado pelo MPD ou pelo PAICV.Qual seria  os resultados das eleições do passado dia 7 de Agosto se Aristides Lima não tivesse o apoio da UCID e da PTS, se Jorge Carlos Fonseca não tivesse o apoio do MPD ou se Manuel I. Sousa não tivesse o apoio do PAICV. Quais dos candidatos iniciais estariam agora na 2ª volta e quem teria melhores condições para ser o próximo Presidente da República?

Curiosidade

Após o "regresso" dos "traidores" as fileiras do partido,como se esperava,o partido vai se unir em torno do candidato que apoia.Os apoiantes do Manuel Inocêncio Sousa regozijaram e salientaram o facto de contar agora com o apoio da ala que apoiava outra candidatura.Até o 1º ministro fala agora na necessidade de se perdoarem uns aos outros.Isto tudo é positivo para o partido.Contudo,não custa nada perguntar: será que a ala que apoia Manuel Inocêncio estaria agora a apoiar Aristides Lima caso este tivesse passado para a 2ª volta?Será que o partido estaria tão unido se a 2ª volta fosse entre Aristides Lima e Jorge Carlos Fonseca? 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Porque não?

Como Portugal serve de referência para quase tudo o que fazemos em Cabo Verde,nomeadamente,na maioria das políticas públicas,esta é uma medida que,a ser aplicada,em teoria podia melhorar a nossa administração pública: "Novos dirigentes do Estado têm de ser licenciados há 12 anos".

Importa-se de repetir??

"Falando de sondagens, as empresas decepcionaram em toda a linha com os números prognosticados. Pior é que ninguém veio a público nem para pedir e muito menos para dar explicações aos cidadãos dos por quês de tantos desencontros de números se todas as empresas são supostamente independentes e usam metodologias científicas credíveis. Enfim, não apareceram nem as empresas e nem as candidaturas - que estranho!!! Bota estranhamento nisso!!! A imprensa escrita – jornal “A nação”- levantou essa questão: parabéns!"
João Alvarenga

É um facto: todas as sondagens pré-eleitoral falharam!Todos davam Aristides Lima a passar para a 2ª volta."Se as eleições fossem hoje o candidato X passaria para a 2ª volta".Se fossem hoje,e não amanhã ou depois de amanhã.É assim que uma sondagem deve ser lido.Não se pode dizer e muito menos esperar que uma sondagem de duas semanas antes das eleições seja traduzida em resultados eleitorais porque as sondagens medem intenções num dado momento.As sondagens não medem o voto e nem tentam prognosticar ou prever os resultados eleitorais. Logo, só com má intenção ou pressa de criticar é que se pode acusar as empresas de sondagens de terem falhado. Muitas vezes dá-se o facto dos resultados eleitorais corresponderem aos resultados das sondagens.Mas isso não é porque as sondagens foram muito bem realizadas ou que "acertaram";simplesmente,o partido ou o candidato "não dormiu na forma",ou seja,fez tudo para que as intenções não se alterassem.A preocupação de um politólogo deveria ser sim tentar explicar o que de facto provocou esse desencontro entre as intenções e o comportamento.Mas explicar cientificamente e não com suposições ou «achismos». As empresas de sondagens não tem nenhuma explicação a dar porque elas não recebem para fazer previsão.Quem,como João Alvarenga,pensa o contrário não entende como funciona ou para quê serve as sondagens.