Em África, todas as manhãs, uma gazela acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que o leão, ou será morta. Em África, todas as manhãs, um leão acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que a gazela, ou morrerá de fome. Não interessa se és leão ou gazela. Quando o Sol nascer, tens de correr mais depressa...se queres continuar vivo.
terça-feira, 16 de março de 2010
Democracia interna nos partidos
Como defendi no post anterior,as directas para escolher o candidato presidencial que um partido deve apoiar (quer no PAICV quer no MPD) é uma das formas de aplicar a democracia interna nos partidos e de legitimar uma posição de todo um partido e não apenas dos órgãos directivos.Outra ideia é dar possibilidade aos militantes dos partidos de participarem na escolha dos candidatos a deputados da Nação.Como tudo indica,os círculos uninominais não vão ser introduzidos tão cedo no nosso sistema eleitoral e,com isso,continuamos sem poder responsabilizar individualmente aqueles que são supostos nos representarem porque votamos nos partidos e não em deputados.Os partidos deveriam organizar uma votação prévia,aberta aos militantes,na altura da elaboração da lista de deputados.A ideia é ser o militante a escolher quem quer ver como seu representante na assembleia nacional.
segunda-feira, 15 de março de 2010
O PAICV e os seus pré-candidatos
O presidente do PAICV tem um problema bicudo para resolver: escolher um candidato presidencial que o partido vai apoiar.Aristides Lima, Manuel Inocêncio ou David H. Almada? Todos os 3 são pré-candidatos, estão activos no terreno e não demonstram vontade ou intenção de desistirem da candidatura. Desavenças, sentimentos de traição, divisões e muito jogos de bastidores serão a imagem do partido nos próximos tempos. O pior cenário será o presidente, a comissão política ou a comissão permanente decidir hierarquicamente qual o candidato a ser apoiado pelo partido (porque responsabilizava apenas a direcção quando essa responsabilidade deve ser de todos os militantes ou porque não evitaria a imagem de que o apoiado foi um “amigo” do presidente do partido). A melhor opção para o presidente do partido, o caminho mais correcto aliás, é dar voz aos militantes do partido de modo a serem eles a decidir o candidato que deve ser apoiado pelo partido: é através das primárias, numa votação interna no país e no estrangeiro, que o partido deve escolher o candidato a apoiar e não apenas com base em jogos de bastidores entre sensibilidades internas e sondagens de popularidade dos disponíveis. Deste modo a responsabilidade da escolha do candidato apoiado não ficaria nas mãos de apenas alguns, incrementava a democracia interna e a participação dos militantes de base nas tomadas de decisão e blindava qualquer tentativa de culpabilização do presidente do partido por parte de qualquer um dos candidatos que não foi apoiado.Assim,aquele que conseguir o apoio do partido será escolhido pelos militantes e não apenas pelos dirigentes do partido.
domingo, 14 de março de 2010
Apple's Big Success--It's All About Sociology, Not Technology. Does Google Get That?
quinta-feira, 11 de março de 2010
Seremos todos conservacionistas?
"Na conferência que proferiu na semana passada em Aveiro, o professor Fernando Vallespin, da Universidade Autónoma de Madrid, defendeu que a grande mutação ideológica a que assistimos hoje, depois da crise, ou das várias crises, dos últimos dois anos vai no sentido de nos tornar a todos "conservacionistas". Ou seja, todos os quadrantes ideológicos, de esquerda ou de direita, tenderão a partir de agora a insistir na preservação do que foi adquirido e já não na transformação do existente. Contra a ideologia do futuro melhor e de uma prosperidade sem fim, passará a predominar a defesa do existente: dos níveis de vida já alcançados, do emprego, da segurança, do estado social, dos equilíbrios ambientais.(...).Ou seja, generaliza--se hoje a percepção de que o máximo que podemos conseguir é manter intocado o nosso modo de vida e que não existe já a possibilidade de o melhorar significativamente.(...).Aquilo que as pessoas esperam, com realismo, é apenas não perder demasiados direitos. O que os portugueses querem ouvir dos políticos é uma garantia consistente de que não vão viver pior no futuro - um discurso de apaziguamento, de conservação.(...).No entanto, é necessário introduzir aqui um outro dado. Quando falamos de conservacionismo estamos a falar de Portugal e da Europa, não do mundo em geral. A ideia de mudança e de conquista do futuro já não mora aqui, mas está bem viva no Brasil, em Angola, na China e em vários outros países, sobretudo na Ásia. Não vivemos todos no mesmo momento histórico. Aquilo que nós gostaríamos de conservar é o que outros estão a lutar, com entusiasmo, por alcançar."
João Cardoso Rosas no Ionline
terça-feira, 9 de março de 2010
Ainda sobre as mulheres...
...todos nós falamos e escrevemos sobretudo da violência doméstica e da participação das mulheres na política.É raro falarmos sobre a igualdade de género no trabalho em Cabo Verde (principalmente sobre a igualdade salarial) e mais raro ainda é escrevermos sobre o assédio sexual no local de trabalho em Cabo Verde;este é tema apenas para o diz-que-disse,apesar de sabermos todos que é uma prática quase "natural" no país e das mais humilhante para as mulheres cabo-verdianas.
segunda-feira, 8 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010
Inovação- Curitiba sedia Conferência Internacional de Cidades Inovadoras
Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência colet iva; Marc Giget (França), diretor-fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site www.cici2010.org.br.
O SECTOR CULTURAL E CRIATIVO...EM PORTUGAL
«O "sector cultural e criativo" foi responsável, em 2006, por 2,8 de toda a riqueza criada em Portugal e, nesse mesmo ano, empregou 127 mil pessoas, cerca de 2,6 por cento do total nacional.
O documento, intitulado O Sector Cultural e Criativo em Portugal, parece dar razão aos que vêm sublinhando que, mesmo do ponto de vista económico, faz sentido investir na cultura, argumento que tem sido muitas vezes invocado para defender o reforço orçamental da respectiva tutela. Não parece ser necessariamente essa, no entanto, a conclusão que Gabriela Canavilhas retira do documento. A ministra da Cultura, que ontem apresentou em Lisboa os resultados deste estudo, afirmou que ele mostra que o sector cultural "tem possibilidades de ser um motor económico", mas viu nele também a confirmação de que é necessário "encontrar caminhos que nos reorientem para outras estratégias que não a subsídio-dependência ou a constante dependência do Orçamento do Estado".Nas suas conclusões, o estudo sugere que "não se deve privilegiar a oferta", mas antes "incentivar a captação e educação de públicos", e deixa um recado aos criadores, propondo-lhes que se habituem "a racionalizar meios e a congregar esforços"».Um pequeno sumário do estudo pode ser encontrado aqui.
Este tipo de estudos tem algumas vantagens,entre eles a de balizar as áreas de intervenção do Estado através do orçamento e,principalmente,permite fundamentar ou desmentir as trivialidades de alguns especialistas em "politicas culturais".
Como não faço ideia se aquele famoso fórum sobre a "economia da cultura" resultou em algum relatório,estudo ou recomendações,fica a pergunta: para quando um estudo sobre o impacto económico da cultura em Cabo Verde?
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