Em África, todas as manhãs, uma gazela acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que o leão, ou será morta. Em África, todas as manhãs, um leão acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que a gazela, ou morrerá de fome. Não interessa se és leão ou gazela. Quando o Sol nascer, tens de correr mais depressa...se queres continuar vivo.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Instituto de Propriedade Intelectual
Escassez de Mão-de-Obra e Abundância de Boca para o "Grogu"
quarta-feira, 7 de abril de 2010
A Inovação como moda
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Mais ciência no debate
quinta-feira, 1 de abril de 2010
I&D e Inovação
Sendo a base da inovação tecnológica e do sistema nacional de inovação de qualquer país,em Cabo Verde as actividades de I&D (investigação e desenvolvimento) ainda não conhecem melhores dias tanto a nível do sector público como a nível do sector privado.Se, por um lado, não existem programas de incentivo à I&D nas empresas, por outro, há um resistência por parte das empresas em valorizarem as actividades de I&D como um investimento. Simplesmente consideram a I&D como uma actividade exclusiva das universidades e, consequentemente, um desperdício de capital para as empresas. E isto deve-se, principalmente, a dois factores:
- os empresários e as empresas cabo-verdianas não tem a cultura de I&D e de inovação;
- e, ao longo dos anos,o clientelismo político, a evasão fiscal e incipiente regulação, tem causado falhas de mercado afectando assim a concorrência e a competitividade empresarial.
A pergunta que se impõe é a seguinte: o que é que o Estado, nomeadamente através do Ministério da Ciência e Ensino Superior, do Ministério das Finanças e o Ministério do Turismo e Indústria, está a fazer ou pensa fazer para, simultaneamente, corrigir as falhas do mercado e incentivar o investimento em I&D e inovação dentro das empresas?Ou melhor,existe uma política de ciência,tecnologia e inovação no país?
quarta-feira, 31 de março de 2010
JMN e os Thugs
sexta-feira, 26 de março de 2010
Preconceitos..
quinta-feira, 25 de março de 2010
Sondagens político on-line
quarta-feira, 24 de março de 2010
"O Ministério da Cultura tem que ter a coragem de diminuir o número de apoios e apostar na qualidade"
Este estudo aponta para as várias formas de expressão artística que se tornaram também afirmações de economia de mercado. Devemos olhar para essa forma de economia e tirar dela leituras de que precisamos para transformar o outro sector mais nuclear em actividade que contribua também para a riqueza do país. Mas há o receio de que isso faça desaparecer as coisas mais experimentais, que não têm necessariamente esse lado económico. Esse estudo não significa que, pelo facto de vasto sector resultar em PIB, o ministério deve investir mais. É uma prova de que o mercado funciona. O estudo é fundamental para analisarmos onde é que ele não funciona para podermos canalizar para aí os nossos apoios. Queria contrariar um bocadinho a ideia de que, já que é um sector que produz imensa riqueza, o MC deve ter um grande orçamento. Não é esse o caminho. Já há um mercado que reage positivamente às actividades do sector cultural e isso permite-nos fazer uma radiografia de quais são os sectores que precisam que o ministério actue para reequilibrar eventuais desequilíbrios.
E essas são o cerne, o núcleo duro da actividade do MC. E continuarão sempre a ser. O Estado tem que estar sempre onde os bens meritórios não funcionem com a lógica do mercado. Temos é que defi nir o que são os bens meritórios, os que realmente transformam o ser humano no contacto com eles. Aí o Estado tem que salvaguardar que eles continuem a existir.
Não concordo que não haja públicos. Cada vez há mais. É muito comum encontrarmos salas esgotadas, nos grandes centros e fora deles. A programação de qualidade tem sempre público. A programação de vanguarda, que apela a audiências mais específicas, nunca tem grandes públicos em qualquer parte do mundo, não somos diferentes nisso. Acho é que o MC tem que ter a coragem de aplicar melhor as suas verbas. Tem havido alguma preocupação em satisfazer clientelas. Qualquer entidade nova tem acesso aos concursos, aos apoios às artes, até o cinema. É um espaço permanentemente aberto. E os fundos são o que são, têm estado a crescer mas não estão equiparados ao potencial de novos agentes que entram neste mercado. O MC tem que ter a coragem de subir a fasquia, diminuir o número de apoios e apostar na qualidade. Até hoje não houve ainda vontade de dar esse passo. Eu tenho muita vontade de reflectir sobre isso e eventualmente dar passos nesse sentido. Acho que é preferível apoiar mais e melhor menos intervenientes do que espalhar pouco por muitos, o que leva não a um crescimento sustentado na qualidade mas apenas a ter mais intervenientes no sistema.
Os critérios estão a cargo dos júris e não quero discuti-los. O que me parece é que há essa preocupação de ir alimentando um sector e que se vai permitindo que cada vez mais entidades entrem no sistema da subsídio-dependência. Se calhar, está na altura de orientarmos melhor, e com mais investimento, menos projectos».
