quinta-feira, 9 de abril de 2009

Carlos Veiga vai voltar?



Se se concretizar,antecipa-se um congresso "daqueles" e,quiça,mais um bom motivo para,alguns,mais uma vez,abandonar o partido...caso ganhe o congresso,será Carlos Veiga candidato à 1º Ministro ou à Presidência da República?O qua vai ser do Jorge Santos e dos seus apoiantes no partido?Será que Cabo-Verde precisa mesmo de Carlos Veiga como 1º ministro?Os MPDistas acham que o Carlos Veiga ganhará assim tão fácilmente o José Maria Neves?
Dizer que o MPD precisa de um líder como Carlos Veiga é reconhecer que aquele partido não tem ninguém no seu seio capaz de vencer o PAICV do JMN;defender que o país precisa de Carlos Veiga é,práticamente,passar um atestado de incompetência politica,quiça técnica.a todos os quadros que estão na vida política activa.Há,pelo menos,2 problemas nessa come-back do Veiga: dá razão àqueles que defendem que Carlos Veiga tem fome do poder e passa a mensagem do Carlos Veiga salvador da nação.
Salvador do MPD pode até ser,mas da Nação não é de certeza.Não só porque o país não está assim tão mal governada mas também porque o que menos o país precisa é de um Dom Sebastião...

Denúncias de Corrupção:o caso CV Investimentos e o caso CMSV

Não há corrupção na CMSV e vamos processar os delatores”,Isaura Gomes in A Semana;
in A Semana.

Indepentemente do resultado da investigação levada a cabo pela PJ,há uma diferença prática
na acção e nos resultados quando comparamos a denúncia de corrupção na Camara Municipal de
São Vicente com a denúncia de corrupção na Cabo Verde Investimentos:no 1º caso,os acusados
podem não só defenderem-se como vão "contra-atacar" processando os acusadores e,desta
forma,defenderem a respectiva honra,uma vez que defendem que as acusações não têm
fundamento.Pelo contrário,os acusados envolvidos no caso CV Investimentos não dispõem
dessa mesmo possibilidade para "limpar" a honra.
O direito à honra e ao bom nome deve ser extensível a todos,inclusive os politicos.

A Crise Mundial em Reality Show ou a Dignidade na TV

Novo "reality show" da Endemol põe trabalhadores em crise a despedirem colegas
“Você é o elo mais fraco, adeus”. A frase, popularizada num concurso televisivo, volta a fazer sentido, desta feita num reality show. A produtora holandesa Endemol criou um programa em que são os próprios trabalhadores de uma empresa em dificuldades a decidir quem vai ser despedido. “Someone’s Gotta Go” é o nome do reality show que promete gerar polémica. O formato já foi vendido à americana Fox, que irá lançar o programa nos próximos meses.A fórmula é simples: no actual contexto de crise internacional, uma empresa em luta pela sobrevivência é convidada a entrar no programa. Uma vez lá dentro, as câmaras irão captar a capacidade de trabalho de cada funcionário. Cada um deles irá lutar pela própria sobrevivência laboral. No final, aquele que menos produzir será despedido.A transparência fará parte do processo, uma vez que cada trabalhador vai controlar aquilo que fazem os seus colegas e vai ter acesso às suas fichas dos recursos humanos, incluindo a informação do valor do salário. Cada um deles terá igualmente que justificar os seus métodos de trabalho, junto de um grupo de discussão criado entre todos, que tomará a decisão final acerca do despedimento.Serão igualmente os trabalhadores a decidir quem é aumentado e quem irá sofrer um corte no salário, nesta espécie de “Você Decide” em versão laboral que acabou de ser apresentada em Cannes, durante a feira do audiovisual MipTV. Espera-se que o programa estreie nos EUA no próximo Verão ou no início do Outono...Mike Darnell, presidente da Alternative Entertainment, subsidiária da Fox, sublinhou à TvWeek o objectivo do programa: “Em vez de ser o patrão a tomar uma decisão arbitrária... são os funcionários que decidem que é que se vai embora”.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Origem da Crise Financeira


"A questão central do livro de Cooper é a de que os mercados financeiros contemporâneos não são eficientes, sendo esta a principal causa da crise económica que tomou conta do mundo.Deste modo, Cooper vem ao encontro das análises recentes de outros especialistas, como Roubini ou Kay, que se concentram no facto de que todos os modelos utilizados pelas sociedades de investimento, bem como a regulação a que estas estão submetidas, são intrinsecamente deficientes, provocando desequilíbrios conducentes a crises.A isto, Cooper junta ainda uma crítica violenta às políticas monetárias das nações mais desenvolvidas, acusando-as de reactividade e dominadas por estratégias de curto prazo. No que se relaciona com os mercados, Cooper, ele próprio um analista financeiro, defende que o principal problema está na disseminação incontrolável da disponibilização de crédito por parte das instituições financeiras, e na incapacidade de estas, e dos seu reguladores, conseguirem criar mecanismos de controlo e de adequabilidade entre as quantias emprestadas e a capacidade de endividamento do cliente.Para ele, a oferta quase ilimitada de crédito tem uma força poderosíssima, já que cumpre os objectivos do cliente, da instituição financeira, dos bancos centrais, e, especialmente, da classe política, sempre interessada em encontrar um eleitorado realizado ao nível dos seus objectivos materiais primários e secundários. Para além desta deficiência estrutural, Cooper identifica ainda as falhas dos modelos de análise das instituições financeiras, e uma regulação incapaz de conseguir limitar ou eliminar os instrumentos de investimento ou crédito mais agressivos e menos sustentados. Apesar deste fogo intenso contra a banca, e o mercado financeiro, coração de toda a economia, Cooper guarda as suas armas de destruição massiva para os bancos centrais dos países mais desenvolvidos, especialmente para a Fed.Sucintamente, o que o autor diz é que os bancos centrais não cumprem o seu papel, já que em ciclos de crescimento perdem completamente o controlo dos mercados, e em ciclos depressivos, como a actual, não conseguem mais do que criar medidas insuficientes, e potencialmente perigosas a médio prazo, como são os cortes nas taxas de juro.A partir deste diagnóstico, tenta avançar com um plano estruturado de soluções. Neste ponto, o autor divide a sua produção entre um enquadramento teórico e um cardápio de medidas concretas. Em relação ao primeiro ponto, a sua filiação em teoria económica assenta em Keynes e, curiosamente, Mandelbrot.O que o autor defende é uma revisitação das linhas mestras de Keynes, com o objectivo de políticas monetárias mais eficientes e “racionais” serem aplicadas, contribuindo assim para a diminuição do risco e para a ocorrência de bolhas e crises futuras. Nas medidas propostas, Cooper é prolífico, procurando abranger todo o universo do mercado. Assim, tanto recomenda intervenções sobre os preços dos bens, como propõe novos instrumentos de supervisão orçamental. Deste modo, no seu conjunto, o autor consegue produzir um documento bem fundamentado, e ao mesmo tempo acessível, que é eficaz no diagnóstico das muitas falhas que conduziram à actual crise, como bastante lúcido nas medidas de reparação que propõe. Para quem se angustia com os tempos que correm, este texto é uma boa companhia".

domingo, 5 de abril de 2009

Enfrentar o Desemprego de Licenciados

Bianda,KuFrontalidade,Teatrakacia,CaféMargoso,Geração20J73,TempodeLobos,
Passageiroemtrânsito,PedraBika,Hiena,NosBlogue

Os dados sobre o desemprego dos licenciados revelam-nos aspectos menos positivos da evolução da economia,do mercado de trabalho e do sistema de ensino:a economia não produz oferta suficiente para suprir a procura (o problema não deve ser visto apenas considerando o nível de qualificações, mas, também, a área das mesmas).Contudo,há uma tentação que deve ser contrariada:é a de achar que, havendo licenciados no desemprego, o país deve refrear o esforço de qualificação da sua população, nomeadamente dos jovens. Não é assim. Bem pelo contrário.Cabo Verde continua a precisar de mais licenciados,desde que provenientes de instituições com ensino de qualidade.Tradicionalmente,os vários governos têm apostado em políticas de apoio à contratação de jovens e de estágios profissionais.Actualmente,taxas de emprego persistentemente elevadas aliadas a um crescimento económico limitado levaram os responsáveis politicos a dar maior importância ao empreendedorismo e ao auto-emprego como formas de fomentar o progresso económico e reduzir o desemprego (estimulando a relação entre a criação de novas empresas e aumento do emprego). A focalização no apoio à contratação de jovens,através de incentivos fiscais e de segurança social,carece de uma maior fiscalização uma vez que grande parte dos jovens contratados perdem o emprego após o fim do período de apoio.Uma solução seria a obrigatoriedade das empresas manterem os jovens para além desse período da vigência do apoio.Por outro lado,o desinvestimento das famílias e da escola na socialização profissional dos jovens tornou necessário que a política de emprego assumisse a função destas.Por isso,é necessário repensaros estágios profissionais:estes deveriam ocorrer antes da entrada dos jovens no mercado do trabalho,sob a forma de estágios curriculares no sistema de ensino ou,até,de ocupação de férias ou "summerjobs".Estes últimos poderiam,aliás,comerçar a ter algum tipo de apoio público,menos oneroso que os estágios profissionais no inicio da vida profissional dos jovens.Se a aposta no empreendedorismo,nos estágios profissionais e no incentivo à contratação dos jovens não tem criado número de empregos suficiente para os licenciados a procura da 1ª oportunidade,o que mais se pode fazer?
Para além das alterações da lei laboral,no sentido duma maior flexibilização do mercado de trabalho,alguns especialistas têm defendido uma maior solidariedade no mercado de trabalho:os progressos da produtividade devem servir para aumentar o emprego através da redução do tempo de trabalho pessoal com manutenção de salário,e já não para aumentar os salários reais.Não se sobe o salário real mas diminui-se a carga horário do trabalho,permitindo-se,assim,a contratação de mais pessoas para "preencher" o horário.A luta contra o desemprego,principalmente para os sindicatos,deveria ser uma prioridade sobre a melhoria do nível de vida dos empregados.
Ao contrário do que por vezes se quer fazer crer, ter um diploma do ensino superior continua a ser um instrumento privilegiado para aceder a um posto de trabalho e uma garantia de que este terá, comparativamente, maior estabilidade, melhor remuneração e maiores possibilidades de progressão na carreira. Além do mais, uma licenciatura continua a ser uma boa forma de resistir ao desemprego – por exemplo, a população com habilitação superior é menos atingida pelo desemprego de longa duração do que a população em geral.Um desempregado licenciado tem muito menor probabilidade de se manter no desemprego do que um não licenciado.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Contra a info-exclusão,pela inclusão social

Históricamente,o desenvolvimento da sociedade e o desenvolvimento tecnológico influênciaram-se mutuamente sendo que,como nos diz Manuel Castells "a tecnologia é a sociedade e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem as suas ferramentas tecnológicas".O progresso tecnológico tem provocado mudanças enormes
na organização da nossa vida,na organização do nosso trabalho e no modo
como a sociedade opera;uma vantagem óbvia é a diminuição das
desigualdades entre os trabalhadores do interior e os dos grandes centros.
Com a possibilidade de acesso à internet,com todos os serviços que
ela disponibiliza,todos podem ter acesso à informação mais variada.
Os alunos de familías carenciadas,cujos pais não têm possibilidade
de comprar todos os manuais escolares,terão possibilidade de aceder
à matérias escolares permitindo-lhes "acompanhar" os seus colegas mais
abastados;de igual forma,aqueles que sofrem de algum tipo de deficiência
poderão aumentar o seu âmbito de relacionamento social;os jovens e os
desempregados podem procurar emprego ou ter a oportunidade de criar
o seu próprio negócio;todos podem incrementar a sua participação civíca
contactando via internet com,por ex.,a administração pública,etc.
Estar em rede e na rede é,também,uma forma de não "ficar para trás".
O factor trabalho,os sistemas de redistribuição dos rendimentos e dos
recursos materiais não são os únicos elementos estruturantes da inclusão
social.Aquisição de conhecimento,de informação e de novos graus de
cidadania,está tudo ligado: o combate à infloexclusão é um combate à
exclusão social e às desigualdades sociais.Elevar o nível de conhecimento
digital implica elevar outros níveis de capacidade e abstracçao mental.
Inclusão social através da inclusão digital.O programa
uma sala de Recursos Mulfuncionais são 2 exemplos do combate à exclusão social
através da info-inclusão.

Colisão de asteróide com a Terra (Simulação)

Destino do Cinema de Bairro

Confesso que não entendi bem o que diz o A Semana: «...celebrar de direito de superfície de terreno onde fica o “Cinema do Bairro”, acrescido do terreno envolvente para construir um Centro Comercial, propriedade da firma Calú & Ângela».O Calú vai construir naquele local um centro comercial?Esse centro comercial,terá um cinema?Se não,será o fim difinitivo do cinema do Bairro?

Burro velho não toma andadura,ou se a toma pouco dura.

«O Fundo Monetário Internacional (e, a um nível inferior, o Banco Mundial) lembra a descrição de Talleyrand dos reis franceses da dinastia Bourbon: não aprendeu nada e não esqueceu nada. Numa altura em que países ricos como os Estados Unidos têm défices orçamentais de 12% do PIB devido à turbulência financeira global, o FMI tem dito a países como a Letónia e a Ucrânia, que não começaram esta crise mas que apelaram ao Fundo para os ajudar a combatê-la, que têm que equilibrar os seus défices se querem receber ajuda».Continuem a ler o artigo de Howard Stein,referência em economia de desenvolvimento,no Jornal de Negócios.A FMI impõe o controlo orçamental aos países mais pobres quando,actualmente,os países mais ricos,como os EUA por ex., têm défices orçamentais de 12% do PIB.A mudança necessária para alcançar a reforma das finanças internacionais e regular a globalização financeira deve começar por cima:reformar as instituições da economia mundial.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

País Solidário

Como o Estado,por si só,não consegue "cuidar" de todos,porque o mercado é muitas vezes ineficaz,torna-se imprenscendível a actuação duma sociedade civil atenta e activa.Pode a sociedade civil ajudar aqueles que foram mais afectados por esta crise mundial que estamos a viver?Neste caso,o que pode a soceidade civil fazer?Muito mais do que criticar,apontar culpados e caminhos,é preciso agir.A campanha País Solidário,destinadas para as familías mais atingidas pela crise,aquelas que perderam o emprego e que não tem direito à subsídio de desemprego,arranca com 1 milhão de euros doada pela Fundação Gulbenkian,EDP,Millenium BCP,BPI e a CGD.Um exemplo para todos,inclusive a sociedade civil caboverdiana...